29 maio 2007

Olhó camelo!


Esta foi a resposta à frase proferida pelo sr. ministro das obras públicas, Mário Lino, a propósito da construção do novo aeroporto que afirmou que "fazer um aeroporto na margem sul seria um projecto megalómano e faraónico, porque, além das questões ambientais, não há gente, não há hospitais, não há escolas, não há hotéis, não há comércio, pelo que seria preciso levar para lá milhões de pessoas".
Com estas palavras, o sr. ministro, outra coisa não fez senão confirmar o que o governo tem andado a fazer para estas bandas. Senão vejamos. "Não há hospitais". Pudera. Há dias o governo encerrou o Serviço de Atendimento Permanente (SAP), em Vendas Novas, tendo, no ano passado, fechado o Hospital de Alhos Vedros (onde funcionava o SAP). Mais recentemente encerrou o Serviço de Atendimento Permanente em Beja, e o de Grândola também já está na mira do governo. Soluções? Não se vislumbram nenhumas. Em relação às escolas, de acordo com uma notícia veiculada há dias, o governo vai fechar mais 1300.
O que o sr. ministro não sabe, é que nos está a fazer um favor, pois ninguém quer viver com um aeroporto à porta, mas daí a dizer que a margem sul é um "deserto", vai uma grande distância.
Como retaliação às palavras de Mário Lino foram distribuidos, pela zona de Setúbal, seis cartazes com a frase "na margem sul só conhecemos este camelo", acompanhada da imagem de um camelo cor-de-rosa que se dirige ao ministério das obras públicas.
Se Mário Lino não toma tento na língua ainda lhe aparece, como presente, um camelo a sério à porta do ministério. E aí, o sr. ministro que se desenrasque...

1 comentário:

Vitor disse...

Mandem mas é uma camela. Porque camelo já está lá um.

Não deixa de ser interessante este debate. Normalmente o pessoal roda os olhos quanto o pessoal do Norte fala mal do centralismo Lisboeta, mas na altura da verdade até nos dão razão. Não sou regionalista convicto (porque ainda não vi uma proposta que me agradasse nesse sentido) mas sou anti-centralista... mesmo com quando os olhos rodam à minha volta.

Este governo realmente é o mais centralista que me lembro.