19 janeiro 2007

Informar sim, mas persuadir….

Não queria alongar-me muito mais sobre a minha posição acerca da despenalização do aborto, até porque já a deixei bem clara, mas não poderia ficar indiferente, a um artigo que li hoje no Diário de Notícias.
Não condeno os apoiantes do voto “não”, no referendo de 11 de Fevereiro próximo, cada um tem as suas opiniões e convicções, e acho que as pessoas devem ser informadas e votar em consciência. Contudo, informar é uma coisa, persuadir é outra bem diferente.
O cónego Tarcísio Alves, pároco há cinco anos em Castelo de Vide (Portalegre), disse, em declarações ao DN, que "os cristãos que vão votar 'sim' no referendo serão alvo de excomunhão automática, a mais pesada das censuras eclesiásticas", acrescentando que a excomunhão automática atinge ainda “todos os intervenientes na execução do crime, como, por exemplo, médicos e enfermeiros".
O crime a que o senhor padre se refere, é a interrupção voluntária da gravidez, mais conhecida como aborto.
Para mim não há crime maior que a pedofilia, que infelizmente tem assolado os corredores da Igreja Católica, sobretudo nos Estados Unidos, onde mais de 1500 padres foram acusados de abuso sexual de menores.
Outro dos grandes crimes é a discriminação. Seja ela qual for. No entanto, o Vaticano “proíbe” expressamente padres com tendências homossexuais tendo mesmo escrito, preto no banco (aprovado pelo Papa Bento XVI) que "a Igreja não pode admitir no Seminário e nas Ordens sacras aqueles que pratiquem a homossexualidade, apresentem tendências homossexuais profundamente enraizadas ou apoiem a chamada cultura gay."
Tão importante que como os assuntos acima referidos é a questão do alastramento da sida. Mais de 36 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo. Uma vez mais a Igreja Católica, tem uma posição peculiar, ao condenar o uso do preservativo, o principal meio anticoncepcional de prevenção das doenças sexualmente transmissíveis.
E mais não digo.

1 comentário:

Vitor disse...

Mas diria eu... mas não posso senão vou para o inferno! A igreja católica foi o que me afastou mais de um Deus... e mais não digo!